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Como
era esperado, o processo eleitoral que elegeu a nova diretoria do Sindicato dos
Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) foi marcado por muito bate-boca,
confusão e acusações sobre denuncias de fraudes. Durante a apuração dos votos,
que ocorreu na quadra de esportes do Colégio Acreano, a comissão eleitoral teve
que pedir reforço policial para conter os ânimos.
Por
conta da suspeita de uma série de irregularidades, os candidatos derrotados na
eleição ameaçam entrar com uma ação judicial pedido a anulação do pleito.
São
dezenas de denuncias, que vão da suspeita de compra de votos, direcionamento
das eleições, fraude e até o sumiço de urnas eleitorais.
Pelo
menos três urnas deixaram de ser apuradas e ainda estavam sob a
responsabilidade de funcionários das escolas Raimundo Hermínio de Melo, no
bairro Raimundo Melo; Raimundo Borges, no Jardim Eldorado e escola Iracema
Gomes, no Segundo Distrito.
A
candidata apoiada pelo Partido dos Trabalhadores e atual presidente da Central
Única dos Trabalhadores (CUT), Rosana Nascimento, foi eleita com a maioria dos
votos (1.978), 361 votos a mais que o segundo colocado, Raimundo Accioly.
Na
manhã desta sexta-feira (30), o candidato da chapa 5, professor Justino de
Queiroz da Costa Neto afirmou que estará com seus advogados entrando com uma
ação na Justiça acreana pedindo a impugnação do pleito eleitoral.
“Vemos
com muita tristeza tudo o que ocorreu durante o pleito eleitoral, somos a favor
da lisura e da transparência, mas o que vimos durante a eleição do Sinteac foi
uma estrutura para favorecer a chapa 4, foi uma manobra política para eleger a
candidata Rosana. Vamos entrar com uma ação judicial para pedir a impugnação da
eleição do sindicato, mas queremos deixar claro que não é pessoal, é sim a
busca da moralização, de um sindicato sério, transparente e sem atrelamentos
políticos”, disse professor Justino.
Segundo
os descontentes, as falhas no processo eleitoral foram evidentes, várias urnas
foram levadas ao local de apuração por meio de taxistas, mototaxistas e até
diretores de escolas.
Consta
nas denúncias apresentadas, que algumas urnas chegaram a quadra do Colégio Acreano
(local da apuração) violadas, com os lacres de segurança rompidos.
Por
conta dos indícios de fraude, a apuração dos votos foi suspensa por mais de
duas horas, mas depois de uma reunião com os candidatos o presidente da
Comissão Eleitoral, professor Augusto Rosas decidiu continuar com a apuração
dos votos, apesar dos fortes indícios de fraude.
Neste
momento a comissão eleitoral e representantes das chapas que disputaram a
eleição do Sinteac estão reunidos para decidir quais medidas serão adotadas
para solucionar o imbróglio formado pelas denuncias e as suspeitas de fraude.
(Da Redação da Agência ContilNet)
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