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Um grupo de moradores do Rio Alagoinha que corta a BR-364
próximo à Cruzeiro do Sul, se dirigiu à cidade para denunciar a incidência de
caçada ilegal e pesca predatória no rio. Eles temem que esse tipo de ação
devastadora possa deixar as famílias dos ribeirinhos sem alimento em um futuro
bem próximo.
Os moradores exigem a presença
de órgãos de fiscalização ambiental e a assinatura de um documento firmando um
compromisso de intensificar a vigilância, caso contrário, a BR-364 poderá ser
interditada para chamar a atenção das autoridades.
Segundo relatos dos
ribeirinhos, pessoas de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves estão abatendo os
animais silvestres, às vezes com a utilização de cães de caça, para
comercializar a carne na cidade com alto valor comercial. A paca seria um dos
animais encontrados com mais facilidade nas áreas de mata da região. O rio
também estaria sendo invadido por pessoas da cidade e da própria comunidade que
se utilizam de métodos predatórios.
A falta de fiscalização
ambiental no Vale do Juruá aumentou com o fechamento do escritório do Ibama que
ficava baseado em Cruzeiro do Sul. O chefe local do Imac, Isaac Ibernon,
informou que nos últimas semanas as denúncias estão aumentando e algumas ações
de fiscalização já estão sendo desencadeadas, inclusive pelo Ibama que passou a
fazer atividades esporádicas, após o fechamento do escritório.
Da redação do Site Juruá Online
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