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As escolas construídas pela gestão anterior do governo do estado possuem boas estruturas físicas, mas estão precisando de reparos. Falta de servidores de apoio também compromete a educação na Terra Indígena Nukini, localizada às margens do Rio Môa, no território do município de Mâncio Lima, próximo ao Parque Nacional da Serra do Divisor.
Com muitos professores formados em convênios do governo do estado com a UFAC e a UNB, o povo Nukini já foi uma referência na educação indígena. A escola Pedro Antônio de Oliveira já foi tida como uma das melhores do município de Mâncio Lima.
São cerca de sete horas de barco saindo de Mâncio Lima, pelos rios Japiim e Môa para se chegar até a sede da aldeia República, principal comunidade dentro da terra indígena Nukini.
São cerca de sete horas de barco saindo de Mâncio Lima, pelos rios Japiim e Môa para se chegar até a sede da aldeia República, principal comunidade dentro da terra indígena Nukini.
A distância não foi obstáculo para o Governo do Estado, que criou na gestão passada, uma escola modelo que se tornou referência na educação do estado.
Mas apesar dos investimentos em estrutura e formação profissional, a educação dentro da terra indígena não está nos seus melhores dias. As escolas precisam de reparos urgentes e a falta de pessoal de apoio atrasou o início das aulas nos últimos dois anos.
Segundo os indígenas, a escola já contou com pessoal de apoio em seu quadro, mas mudanças nas normativas internas da Secretaria de Educação impedem a contratação de merendeiras, vigias e serventes. Para funcionar, a escola acaba dependendo do trabalho voluntário de pais, alunos e professores, o que para uma escola com 150 alunos não é pouca coisa, e consome o tempo gasto nas atividades de subsistência como a caça, a pesca e os roçados da comunidade.
O problema gerou uma polêmica interna na comunidade que decidiu pressionar o diretor da escola, Marcos Nukini, para obter uma resposta do governo do estado.
Sem poder dar uma solução, a comunidade, que havia decidido pela suspensão das aulas, resolveu voltar às atividades, dependendo mais uma vez do trabalho voluntário. “No ano passado, os professores se juntaram e me pagaram. Neste ano eu vou trabalhar, mesmo de graça, pois quem sai prejudicado são os nossos alunos”, disse Vera Nukini.
Marcos Nukini diretora da Escola, depois de várias tentativas frustradas de conseguir servidores de apoio, disse que irá às instâncias superiores.
“Vamos encaminhar um documento ao ministério público federal, porque se for um direito nosso queremos pessoal de apoio para nossas escolas”.
Sem poder dar uma solução, a comunidade, que havia decidido pela suspensão das aulas, resolveu voltar às atividades, dependendo mais uma vez do trabalho voluntário. “No ano passado, os professores se juntaram e me pagaram. Neste ano eu vou trabalhar, mesmo de graça, pois quem sai prejudicado são os nossos alunos”, disse Vera Nukini.
Marcos Nukini diretora da Escola, depois de várias tentativas frustradas de conseguir servidores de apoio, disse que irá às instâncias superiores.
“Vamos encaminhar um documento ao ministério público federal, porque se for um direito nosso queremos pessoal de apoio para nossas escolas”.
Escolas Menores
Outras situações são com as escolas da comunidade meia-dúzia e igarapé do batista. Na comunidade meia-dúzia, a escola já não possui mais escada, banheiro ou cozinha, devido ao apodrecimento da madeira.
No Igarapé do Batista, os moradores reconstruíram com recursos próprios uma escola estadual desativada.
Escrito por Leandro Altheman

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