Florismar da Silva Ramalho, 23, registrou Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia Geral de Polícia acusando três marinheiros do Navio Hospital Dr. Montenegro – Bruno Tertuliano de Moura Lima, André Ferreira Lima e outro não identificado – de agressão contra seu irmão, um deficiente físico e depois a ela mesma.
A agressão aconteceu na madrugada de sexta-feira (09) quando ela saia da boate Sirius, por volta das 4:00 horas da madrugada e ficou esperando seu irmão que trabalha num lanche para irem para casa. Ao se dirigirem para sua residência encontraram os marinheiros, que estavam bêbados e com um litro de uísque na mão, nas proximidades do Hotel Vitória Régia, momento que eles começaram a xingá-los, dizendo que estavam atrás de alguém para brigar.
Seu irmão retrucou dizendo que não queria confusão, mas um dos marinheiros foi até onde estava um rapaz deficiente que os acompanha e tem apenas uma perna, pois a outra é de borracha e passou a agredi-lo com socos e chutes. Vendo a agressão o irmão da vítima foi tentar ajudar o rapaz, mas também foi agredido com muita violência.
“O marinheiro chutou o deficiente que caiu no chão e partiram para cima do meu irmão agredindo com muita violência. Pedi que os marinheiros parassem com a agressão, mas fui atingida com um soco e cai no chão e ainda fui atingida com pontapés ficando com diversas escoriações na cabeça, perna, costa e braços, além de um hematoma no lábio superior”, disse revoltada a vítima da agressão.
A denunciante afirmou que foi um terror ver aqueles homens grandes agredindo pessoas indefesas, então começou a gritar quando passou uma viatura da Polícia Militar. Os policiais ouviram os gritos, pararam e foram perguntar aos marinheiros o que estava acontecendo, pois viram que eu estava toda ensanguentada.
“Os policiais foram recebidos com chutes e murros dizendo que não seriam presos porque eram militares e não seriam algemados. Eles estavam muito embriagados, mas foram encaminhados à delegacia. Os seguranças da boate ajudaram os policiais a dominar os marinheiros e um deles foi algemado, mas depois foram liberados em seguida e entregues no navio hospital”, desabafou.
Florismar lembrou que o estado de embriaguês dos marinheiros era tão grande que um deles foi pegar um pedaço de pau e agarrou um cachorro que estava deitado no chão e foi mordido pelo animal.
“Quando eles chegaram à delegacia começaram a dar desculpas e disseram que só fizeram a confusão porque estavam embriagados e ainda me acusaram de ter um caso com eles. O marinheiro parece que vem para cá para fazer arruaça e não para trabalhar. Então, estou me sentindo muito mal, fui agredida e quero que se faça justiça. Esses marinheiros vieram para cá para trabalhar e não para agredir pessoas e mulheres”, finalizou.
Jornal Voz do Norte
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