sexta-feira, 16 de março de 2012

Marinheiros de navio-hospital espancam deficiente físico em Cruzeiro do Sul


Florismar da Silva Ramalho, 23, registrou Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia Geral de Polícia acusando três marinheiros do Navio Hospital Dr. Montenegro – Bruno Tertuliano de Moura Lima, André Ferreira Lima e outro não identificado – de agressão contra seu irmão, um deficiente físico e depois a ela mesma.
A agressão aconteceu na madrugada de sexta-feira (09) quando ela saia da boate Sirius, por volta das 4:00 horas da madrugada e ficou esperando seu irmão que trabalha num lanche para irem para casa. Ao se dirigirem para sua residência encontraram os marinheiros, que estavam bêbados e com um litro de uísque na mão, nas proximidades do Hotel Vitória Régia, momento que eles começaram a xingá-los, dizendo que estavam atrás de alguém para brigar.
Seu irmão retrucou dizendo que não queria confusão, mas um dos marinheiros foi até onde estava um rapaz deficiente que os acompanha e tem apenas uma perna, pois a outra é de borracha e passou a agredi-lo com socos e chutes. Vendo a agressão o irmão da vítima foi tentar ajudar o rapaz, mas também foi agredido com muita violência.
“O marinheiro chutou o deficiente que caiu no chão e partiram para cima do meu irmão agredindo com muita violência. Pedi que os marinheiros parassem com a agressão, mas fui atingida com um soco e cai no chão e ainda fui atingida com pontapés ficando com diversas escoriações na cabeça, perna, costa e braços, além de um hematoma no lábio superior”, disse revoltada a vítima da agressão.
A denunciante afirmou que foi um terror ver aqueles homens grandes agredindo pessoas indefesas, então começou a gritar quando passou uma viatura da Polícia Militar. Os policiais ouviram os gritos, pararam e foram perguntar aos marinheiros o que estava acontecendo, pois viram que eu estava toda ensanguentada.
“Os policiais foram recebidos com chutes e murros dizendo que não seriam presos porque eram militares e não seriam algemados. Eles estavam muito embriagados, mas foram encaminhados à delegacia. Os seguranças da boate ajudaram os policiais a dominar os marinheiros e um deles foi algemado, mas depois foram liberados em seguida e entregues no navio hospital”, desabafou.
Florismar lembrou que o estado de embriaguês dos marinheiros era tão grande que um deles foi pegar um pedaço de pau e agarrou um cachorro que estava deitado no chão e foi mordido pelo animal.
“Quando eles chegaram à delegacia começaram a dar desculpas e disseram que só fizeram a confusão porque estavam embriagados e ainda me acusaram de ter um caso com eles. O marinheiro parece que vem para cá para fazer arruaça e não para trabalhar. Então, estou me sentindo muito mal, fui agredida e quero que se faça justiça. Esses marinheiros vieram para cá para trabalhar e não para agredir pessoas e mulheres”, finalizou.
Jornal Voz do Norte

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