Posicionamento
oficialesco da CUT envergonha história do movimento sindical
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores do Brasil no Acre (CTB), enviou a imprensa acreana nesta quarta-feira, 19, um manifesto intitulado "Em defesa do Acre: Para não voltar ao passado.
A publicação assinada por Rosana Nascimento, presidente da Central Única
dos Trabalhadores no Acre (CUT) e José Chaves, presidente da
Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), traz ainda o nome de outros 31
Sindicatos que englobam além do setor rural outros grandes e expressivos
sindicatos como a Saúde, Educação e inclusive o próprio Sindicato dos
Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac), que assinam a defesa rasgada do
governo petista.
No manifesto, os representantes destes sindicatos falam em nome dos seus
associados e filiados como construtores do que intitulam políticas de
desenvolvimento com respeito ao trabalhador.
Com um discurso totalmente diferenciado do praticado durante o período
grevista, os sindicatos usam a força da categoria, apresentando-se como
“construtores” do processo que elegeu os três últimos governos de esquerda no
Estado.
Em seu conteúdo, o texto tenta “abrir os olhos” da população, para que
possa enxergar a manipulação política em torno das denúncias envolvendo
escândalos de corrupção, desvio de recursos e a política de desenvolvimento
sustentável praticada nas reservas florestais.
Segundo estes líderes, a população tem enfrentado uma manipulação
política praticada por políticos da oposição que tentam voltar ao poder.
“O que está acontecendo no Acre hoje é um jogo de interesses
característicos de uma política rasteira. Aqueles maus políticos que o povo
tirou do poder estão desesperados e fazendo o que sempre fizeram: Politicagem.
Quem não se lembra da corrupção desenfreada? Dos milhões que eram
saqueados dos cofres públicos? Lembram da situação de calamidade da
saúde, onde os ratos roíam os pacientes no Pronto-Socorro? E quem não lembra
como era a educação dos nossos filhos?
Ainda de forma extremamente autoritária e ‘detentora’ da verdade
absoluta, o manifesto adverte toda a imprensa quanto a repercussão dada as
publicações nacionais envolvendo os gestores petistas e o tão famoso modelo de
sustentabilidade, que segundo o movimento sindical transformou para melhor a vida
das famílias rurais e também das famílias que vivem na cidade.
“Ainda dizemos mais: A revista “Isto É” deveria verificar a veracidade
de qualquer denúncia que se faça de pessoas, instituições ou entidades, bem
como verificar a idoneidade dos denunciantes para não causar danos morais ou
prejudicar toda uma população. Só desta forma seu jornalismo terá
credibilidade.
Leia a íntegra do manifesto assinado pela CUT e CTB a seguir:
EM DEFESA DO ACRE: PARA NÃO VOLTAR AO PASSADO
Nos últimos dias o Acre tem vivenciado um acalorado debate sobre o
modelo de desenvolvimento em curso há 12 anos. Os trabalhadores do Acre,
organizados em centrais sindicais e em sindicatos, vêm a público participar
deste debate por avaliar que o projeto de desenvolvimento sustentável
transformou para melhor a vida das famílias rurais e também das famílias que
vivem na cidade.
Temos que reconhecer que o governo estadual estava certo quando mudou a
base da economia acriana e passou a defender o desenvolvimento sustentável.
Atualmente o mundo já compreende que a ameaça do aquecimento global põe
em xeque a vida do ser humano no planeta já nos próximos 50, 80 anos e o Acre
destaca-se por defender uma nova forma de se relacionar com o meio ambiente.
Hoje nosso Estado é respeitado por todas as nações do mundo por suas políticas
avançadas.
Levamos em consideração que nem tudo é perfeito. As centrais sindicais e
sindicatos de trabalhadores acrianos têm críticas à forma como alguns casos de
manejo empresarial vem sendo executados.
Por outro lado, não podemos ignorar que foram garantidos ganhos
importantes em planos de manejo comunitários que tem beneficiado inúmeras
famílias de pequenos produtores rurais.
Isto sem falar no clima de medo que pairava sobre o Acre no passado,
onde o crime organizado e instalado em instituições públicas promovia torturas,
mortes, tráfico de drogas, impunidade e outros desmandos. Para a
população de bem restava apenas a opção de ficar calada para não sofrer
retaliações. Além disso, o número de pessoas abaixo da linha de pobreza era
assustador.
Na periferia reinava a miséria absoluta. O quadro da maioria dos bairros
era de calamidade, sem pavimentação, sem cobertura de transporte coletivo e sem
nenhum tipo de assistência básica.
No interior a situação era ainda mais deplorável, sem nenhuma
perspectiva de melhoria na infra-estrutura e nas condições de vida do povo.
Hoje a zona urbana e a zona rural estão mais estruturadas e grandes avanços na
saúde, segurança, e educação foram realizados pelo governo do Estado.
É preciso, portanto, deixar claro que apesar de ainda não termos as
condições ideais, melhoramos muito em relação à situação de 12 anos atrás.
O que está acontecendo no Acre hoje é um jogo de interesses
característicos de uma política rasteira. Aqueles maus políticos que o povo
tirou do poder estão desesperados e fazendo o que sempre fizeram: politicagem.
Quem não se lembra da corrupção desenfreada? Dos milhões que eram
saqueados dos cofres públicos? Lembram da situação de calamidade da saúde,
onde os ratos roíam os pacientes no pronto socorro? E quem não lembra como era
a educação dos nossos filhos?
Os trabalhadores acrianos têm a clareza de que este governo não é
perfeito, apresentando falhas que devem ser corrigidas. Porém é indiscutível
que os trabalhadores do campo e da cidade tiveram enormes conquistas com o
governo da Frente Popular. E não queremos voltar a um passado de salários
atrasados e completo descrédito junto ao comércio local.
É preciso reconhecer que todas as categorias do funcionalismo público
acumulam conquistas importantes que seriam impossíveis em um governo de
direita. Mesmo tendo claro que se faz necessário avançar a cada ano na
valorização profissional e nas condições de trabalho.
A sociedade acriana conquistou o respeito e a credibilidade de outros
estados brasileiros e de diversos países do mundo graças à nossa política de
desenvolvimento sustentável. Temos que lutar para melhorar este projeto e não
retroagir.
O movimento sindical fala com propriedade porque somos construtores
deste processo elegendo governos de esquerda que defendem políticas de
desenvolvimento com respeito ao trabalhador e ao meio ambiente.
Tal como foi sonhado por aqueles que não mais estão conosco como
Chico Mendes, Wilson Pinheiro e outros líderes assassinados pelos promotores do
desmatamento desenfreado.
A floresta é um grande potencial econômico do estado e como tal deve ser
explorada, garantindo a floresta em pé, manejada com sustentabilidade e com
retorno social para as comunidades. Fundamental para isso deve ser o subsidio
do governo para o manejo florestal comunitário com os maquinários necessários.
Daí dizer que isso é devastação da floresta apenas revela um completo
descompromisso e irresponsabilidade para com o estado. Só toma este tipo de
atitude quem não ama o Acre.
Ainda dizemos mais, a revista “Isto É” deveria verificar a veracidade de
qualquer denuncia que se faça de pessoas, instituições ou entidades, bem como
verificar a idoneidade dos denunciantes, para não causar danos morais ou
prejudicar toda uma população. Só desta forma seu jornalismo terá
credibilidade.
O movimento sindical não admite que pessoas que nunca defenderam
os trabalhadores e nem os interesses da população acriana venham manchar
o nome do Acre e dos acrianos apenas para defender seus interesses
particulares.
O Acre precisa de pessoas que contribuam, construam políticas sociais e
somem esforços para que esta política de desenvolvimento sustentável nascida no
Acre continue dando certo e beneficie toda nossa população.
Assinam esta nota:
1. Central Única dos Trabalhadores - CUT.
2.Central dos Trabalhadores do Brasil - CTB
3.Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar do Estado
do Acre - FETACRE
4.Sindicato dos Trabalhadores Rural do Município de Assis Brasil – STR
ASSIS BRASIL
5.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Rio Branco – STR
RIO BRANCO
6.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município do Bujari – STR BUJARI
7.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Brasiléia – STR
BRASILEIA
8.Oposição Sindical da atual direção do Sindicato dos Trabalhadores
Rurais de Xapuri – OPDSTR – XAPAURI
9.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Mancio Lima – STR
MANCIO LIMA
10.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Plácido de Castro
– STR PLACIDO DE CASTRO
11.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Rodrigues Alves -
STR RODRIGUES ALVES
12.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Porto Walter – STR
PORTO WALTER
13.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Acrelandia – STR
ACRELANDIA
14.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Senador Guiomard –
STR SENADOR GUIOMARD
15.Sindicato dos Jornalistas profissionais do Estado do Acre – SINJAC
16.Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Domésticos do Estado do
Acre – SINDOMESTICO
17.Sindicato dos fiscais do Município de Rio Branco – SINFISMURB
18.Sindicato dos Servidores Municipais – SSEMURB
19.Sindicato dos Mototaxistas do Município de Rio Branco – SINDMOTO
20.Sindicato dos profissionais de Maquinas Pesadas e Terra Planagem do
Estado do Acre – SINTRATERRA
21.Sindicato dos Agentes de Endemias e Saúde do Estado do Acre – SINDACS
22,Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre – SINTEAC
23.Sindicato dos industriários do Estado do Acre – SINTIACRE
24.Sindicato dos frentistas e trabalhadores no Comercio de Derivados de
Petróleo no Estado do Acre – SINFTDPAC
25.Cooperativa dos Produtores Rural da Transacreana – COOPERMATE
26.Organização da Economia Solidaria – UNISOL
27.Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento
Agropecuario - SEÇÃO SINDICAL – CPAF/AC
28.Sindicato Nacional dos aeroviários do Brasil – SEÇÃO SINDICAL/AC
29. Sindicato dos Servidores Municipais de Bujari – SINDSMUB
30. Oposição a Direção dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde do
Estado do Acre – SINTSAC – OPDSINTESAC
31. Sindicato dos Trabalhadores em educação da Rede Particular do Acre -
SINTERPAC
32 . Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Capixaba -
SINFUNPM
33. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Capixaba - STR-CAPIXABA
Manifesto
do Grito da Terra mostra abandono de produtores rurais acreanos
A reportagem da ContilNet, compromissada com seus valores que envolvem
acima de tudo a ética e a credibilidade em suas publicações apresenta um
contra-ponto onde outro manifesto detalha a realidade vivida pelos milhares de
produtores rurais, que vivem na zona rural acreana, especialmente em Feijó.
MANIFESTO: Grito da Terra _ Feijó
TEMA: Liberdade e Soberania
A comunidade rural acreana vive um momento de profundo descontentamento
com a gestão de políticas governamentais que estão ou deveriam estar sendo
destinadas a si.
É notório que a política de sustentabilidade tão veiculada pelo Governo
não tem subsidiado realmente a vida de quem mora na zona rural, daquele povo
que tão arduamente tem ajudado a construir a história do Acre, e que ao longo
de mais de 12 (doze) anos tem dado créditos (forma de votos) aos que hoje estão
no poder.
Cabe lembrar que: Os que hoje estão no poder, emergiram dentro do
discurso das massas e para as massas. Hoje, no entanto é perceptível um
distanciamento entre esses. Percebemos um pequeno grupo elitizado e ao mesmo
tempo um grande grupo beirando o descaso.
A urbanização de nossos municípios nesta década nos coloca a caminho da
periferia e consequentemente da miséria, pois o êxodo rural é uma ação clara da
falta de politicas produtivas à comunidade rural e que com isso a maior fonte
geradora de emprego e renda na zona rural, que sempre foi a agricultura
familiar viu-se esmagada.
Nisto a real situação da maioria dos nossos trabalhadores rurais,
caracteriza-se pela ausência de direitos sociais apregoados pela constituição
federal como saúde e educação de qualidade, bem como vias de acesso e
transportes para o escoamento de produção, além da necessidade de regularização
de posses e da forma repressora como a legislação ambiental tem sido interpretada
e aplicada, desconsiderando na maioria das vezes as peculiaridades locais.
Assim, necessário se faz “gritar”, literalmente; a população rural
precisa mostrar em alta voz o que sente, o que passa, o que precisa. Por isso,
o 1º Grito da Terra - Feijó , foi definido a realizar-se no dia 03 de outubro
de 2011.
Evento este que tem por objetivo resgatar a Liberdade e Soberania,
através das reivindicações das urgências listadas na pauta a seguir:
- Mecanização, açudagem e assistência técnica de qualidade.
- Venda de credito de carbono pelos nossos produtores.
- Desburocratização do credito do PRONAF e convênios do PROACRE com as
associações.
- Ampliação do programa luz para todos.
- Aprovação da PEC 556. Projeto de lei que visa melhores salários aos
soldados da borracha.
- Abertura e reabertura de ramais com qualidade por parte do DERACRE,
limpeza de rios e igarapés, varadouros e construção de pontes.
- Saúde pública de qualidade para a população.
- Educação de qualidade e formação técnica para os filhos de produtores
rurais.
- Um novo código ambiental que sirva aos nossos trabalhadores e não a
interesses internacionais.
- Implantação de telefones públicos para as comunidades rurais de
difícil acesso.
- Apoio ao escoamento da produção.
- Implantação de um mercado de comercialização para os nossos produtores
e produtoras rurais.
- Implantação de novas urnas eleitoral nas comunidades mais distantes.
- Regularização de posse e emissão de títulos definitivos.

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