quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vergonha: No Acre, 33 sindicatos contra-atacam denúncias contra o PT


Posicionamento oficialesco da CUT envergonha história do movimento sindical


 A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central dos Trabalhadores do Brasil no Acre (CTB), enviou a imprensa acreana nesta quarta-feira, 19, um manifesto intitulado "Em defesa do Acre: Para não voltar ao passado.

A publicação assinada por Rosana Nascimento, presidente da Central Única dos Trabalhadores no Acre  (CUT) e  José Chaves, presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), traz ainda o nome de outros 31 Sindicatos que englobam além do setor rural outros grandes e expressivos sindicatos como a Saúde, Educação e inclusive o próprio Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (Sinjac), que assinam a defesa rasgada do governo petista.

No manifesto, os representantes destes sindicatos falam em nome dos seus associados e filiados como construtores do que intitulam políticas de desenvolvimento com respeito ao trabalhador.

Com um discurso totalmente diferenciado do praticado durante o período grevista, os sindicatos usam a força da categoria, apresentando-se como “construtores” do processo que elegeu os três últimos governos de esquerda no Estado.

Em seu conteúdo, o texto tenta “abrir os olhos” da população, para que possa enxergar a manipulação política em torno das denúncias envolvendo escândalos de corrupção, desvio de recursos e a política de desenvolvimento sustentável praticada nas reservas florestais.

Segundo estes líderes, a população tem enfrentado uma manipulação política praticada por políticos da oposição que tentam voltar ao poder.

“O que está acontecendo no Acre hoje é um jogo de interesses característicos de uma política rasteira. Aqueles maus políticos que o povo tirou do poder estão desesperados e fazendo o que sempre fizeram: Politicagem.

Quem não se lembra da corrupção desenfreada? Dos milhões que eram saqueados dos cofres públicos? Lembram da situação de calamidade  da saúde, onde os ratos roíam os pacientes no Pronto-Socorro? E quem não lembra como era a educação dos nossos filhos?

Ainda de forma extremamente autoritária e ‘detentora’ da verdade absoluta, o manifesto adverte toda a imprensa quanto a repercussão dada as publicações nacionais envolvendo os gestores petistas e o tão famoso modelo de sustentabilidade, que segundo o movimento sindical transformou para melhor a vida das famílias rurais e também das famílias que vivem na cidade.

“Ainda dizemos mais: A revista “Isto É” deveria verificar a veracidade de qualquer denúncia que se faça de pessoas, instituições ou entidades, bem como verificar a idoneidade dos denunciantes para não causar danos morais ou prejudicar toda uma população. Só desta forma seu jornalismo terá credibilidade.

Leia a íntegra do manifesto assinado pela CUT e CTB a seguir:

EM DEFESA DO ACRE: PARA NÃO VOLTAR AO PASSADO

Nos últimos dias o Acre tem vivenciado um acalorado debate sobre o modelo de desenvolvimento em curso há 12 anos. Os trabalhadores do Acre, organizados em centrais sindicais e em sindicatos, vêm a público participar deste debate por avaliar que o projeto de desenvolvimento sustentável transformou para melhor a vida das famílias rurais e também das famílias que vivem na cidade.

Temos que reconhecer que o governo estadual estava certo quando mudou a base da economia acriana e passou a defender o desenvolvimento sustentável.

Atualmente o mundo já compreende que a ameaça do aquecimento global põe em xeque a vida do ser humano no planeta já nos próximos 50, 80 anos e o Acre destaca-se por defender uma nova forma de se relacionar com o meio ambiente. Hoje nosso Estado é respeitado por todas as nações do mundo por suas políticas avançadas.

Levamos em consideração que nem tudo é perfeito. As centrais sindicais e sindicatos de trabalhadores acrianos têm críticas à forma como alguns casos de manejo empresarial vem sendo executados.

Por outro lado, não podemos ignorar que foram garantidos ganhos importantes em planos de manejo comunitários que tem beneficiado inúmeras famílias de pequenos produtores rurais.

Isto sem falar no clima de medo que pairava sobre o Acre no passado, onde o crime organizado e instalado em instituições públicas promovia torturas, mortes, tráfico de drogas, impunidade e outros desmandos.  Para a população de bem restava apenas a opção de ficar calada para não sofrer retaliações. Além disso, o número de pessoas abaixo da linha de pobreza era assustador.

Na periferia reinava a miséria absoluta. O quadro da maioria dos bairros era de calamidade, sem pavimentação, sem cobertura de transporte coletivo e sem nenhum tipo de assistência básica.

No interior a situação era ainda mais deplorável, sem nenhuma perspectiva de melhoria na infra-estrutura e nas condições de vida do povo. Hoje a zona urbana e a zona rural estão mais estruturadas e grandes avanços na saúde, segurança, e educação foram realizados pelo governo do Estado.

É preciso, portanto, deixar claro que apesar de ainda não termos as condições ideais, melhoramos muito em relação à situação de 12 anos atrás.

O que está acontecendo no Acre hoje é um jogo de interesses característicos de uma política rasteira. Aqueles maus políticos que o povo tirou do poder estão desesperados e fazendo o que sempre fizeram: politicagem.

Quem não se lembra da corrupção desenfreada? Dos milhões que eram saqueados dos cofres públicos? Lembram da situação de calamidade  da saúde, onde os ratos roíam os pacientes no pronto socorro? E quem não lembra como era a educação dos nossos filhos?

Os trabalhadores acrianos têm a clareza de que este governo não é perfeito, apresentando falhas que devem ser corrigidas.  Porém é indiscutível que os trabalhadores do campo e da cidade tiveram enormes conquistas com o governo da Frente Popular. E não queremos voltar a um passado de salários atrasados e completo descrédito junto ao comércio local.

É preciso reconhecer que todas as categorias do funcionalismo público acumulam conquistas importantes que seriam impossíveis em um governo de direita. Mesmo tendo claro que se faz necessário avançar a cada ano na valorização profissional e nas condições de trabalho.

A sociedade acriana conquistou o respeito e a credibilidade de outros estados brasileiros e de diversos países do mundo graças à nossa política de desenvolvimento sustentável. Temos que lutar para melhorar este projeto e não retroagir.

O movimento sindical fala com propriedade porque somos construtores deste processo elegendo governos de esquerda que defendem políticas de desenvolvimento com respeito ao trabalhador e ao meio ambiente.

Tal como foi sonhado por aqueles que não mais estão conosco  como Chico Mendes, Wilson Pinheiro e outros líderes assassinados pelos promotores do desmatamento desenfreado.

A floresta é um grande potencial econômico do estado e como tal deve ser explorada, garantindo a floresta em pé, manejada com sustentabilidade e com retorno social para as comunidades. Fundamental para isso deve ser o subsidio do governo para o manejo florestal comunitário com os maquinários necessários.

Daí dizer que isso é devastação da floresta apenas revela um completo descompromisso e irresponsabilidade para com o estado. Só toma este tipo de atitude quem não ama o Acre.

Ainda dizemos mais, a revista “Isto É” deveria verificar a veracidade de qualquer denuncia que se faça de pessoas, instituições ou entidades, bem como verificar a idoneidade dos denunciantes, para não causar danos morais ou prejudicar toda uma população. Só desta forma seu jornalismo terá credibilidade.

 O movimento sindical não admite que pessoas que nunca defenderam os trabalhadores e nem  os interesses da população acriana venham manchar o nome do Acre e dos acrianos apenas para defender seus interesses particulares.

O Acre precisa de pessoas que contribuam, construam políticas sociais e somem esforços para que esta política de desenvolvimento sustentável nascida no Acre continue dando certo e beneficie toda nossa população.

Assinam esta nota:

1. Central Única dos Trabalhadores - CUT.

2.Central dos Trabalhadores do Brasil - CTB

3.Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar do Estado do Acre - FETACRE

4.Sindicato dos Trabalhadores Rural do Município de Assis Brasil – STR ASSIS BRASIL

5.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Rio Branco – STR RIO BRANCO

6.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município do Bujari – STR BUJARI

7.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Brasiléia – STR BRASILEIA

8.Oposição Sindical da atual direção do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri – OPDSTR – XAPAURI

9.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Mancio Lima – STR MANCIO LIMA

10.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Plácido de Castro – STR PLACIDO DE CASTRO

11.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Rodrigues Alves - STR RODRIGUES ALVES

12.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Porto Walter – STR PORTO WALTER

13.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Acrelandia – STR ACRELANDIA

14.Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Município de Senador Guiomard – STR SENADOR GUIOMARD

15.Sindicato dos Jornalistas profissionais do Estado do Acre – SINJAC

16.Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Domésticos do Estado do Acre – SINDOMESTICO

17.Sindicato dos fiscais do Município  de Rio Branco – SINFISMURB

18.Sindicato dos Servidores Municipais – SSEMURB

19.Sindicato dos Mototaxistas do Município de Rio Branco – SINDMOTO

20.Sindicato dos profissionais de Maquinas Pesadas e Terra Planagem do Estado do Acre – SINTRATERRA

21.Sindicato dos Agentes de Endemias e Saúde do Estado do Acre – SINDACS

22,Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Acre – SINTEAC

23.Sindicato dos industriários do Estado do Acre – SINTIACRE

24.Sindicato dos frentistas e trabalhadores no Comercio de Derivados de Petróleo no Estado do Acre – SINFTDPAC

25.Cooperativa dos Produtores Rural da Transacreana – COOPERMATE

26.Organização da Economia Solidaria – UNISOL

27.Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuario  - SEÇÃO SINDICAL – CPAF/AC

28.Sindicato Nacional dos aeroviários do Brasil – SEÇÃO SINDICAL/AC

29. Sindicato dos Servidores Municipais de Bujari – SINDSMUB

30. Oposição a Direção dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre – SINTSAC – OPDSINTESAC

31. Sindicato dos Trabalhadores em educação da Rede Particular do Acre - SINTERPAC

32 . Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Capixaba - SINFUNPM
33. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Capixaba - STR-CAPIXABA


Manifesto do Grito da Terra mostra abandono de produtores rurais acreanos
A reportagem da ContilNet, compromissada com seus valores que envolvem acima de tudo a ética e a credibilidade em suas publicações apresenta um contra-ponto onde outro manifesto detalha a realidade vivida pelos milhares de produtores rurais, que vivem na zona rural acreana, especialmente em Feijó.

MANIFESTO: Grito da Terra _ Feijó

TEMA: Liberdade e Soberania

A comunidade rural acreana vive um momento de profundo descontentamento com a gestão de políticas governamentais que estão ou deveriam estar sendo destinadas a si.  

É notório que a política de sustentabilidade tão veiculada pelo Governo não tem subsidiado realmente a vida de quem mora na zona rural, daquele povo que tão arduamente tem ajudado a construir a história do Acre, e que ao longo de mais de 12 (doze) anos tem dado créditos (forma de votos) aos que hoje estão no poder.

Cabe lembrar que: Os que hoje estão no poder, emergiram dentro do discurso das massas e para as massas. Hoje, no entanto é perceptível um distanciamento entre esses. Percebemos um pequeno grupo elitizado e ao mesmo tempo um grande grupo beirando o descaso. 

A urbanização de nossos municípios nesta década nos coloca a caminho da periferia e consequentemente da miséria, pois o êxodo rural é uma ação clara da falta de politicas produtivas à comunidade rural e que com isso a maior fonte geradora de emprego e renda na zona rural, que sempre foi a agricultura familiar viu-se esmagada.

Nisto a real situação da maioria dos nossos trabalhadores rurais, caracteriza-se pela ausência de direitos sociais apregoados pela constituição federal como saúde e educação de qualidade, bem como vias de acesso e transportes para o escoamento de produção, além da necessidade de regularização de posses e da forma repressora como a legislação ambiental tem sido interpretada e aplicada, desconsiderando na maioria das vezes as peculiaridades locais.

Assim, necessário se faz “gritar”, literalmente; a população rural precisa mostrar em alta voz o que sente, o que passa, o que precisa. Por isso, o 1º Grito da Terra - Feijó , foi definido a realizar-se no dia 03 de outubro de 2011.

Evento este que tem por objetivo resgatar a Liberdade e Soberania, através das reivindicações das urgências listadas na pauta a seguir:

- Mecanização, açudagem e assistência técnica de qualidade.
- Venda de credito de carbono pelos nossos produtores.
- Desburocratização do credito do PRONAF e convênios do PROACRE com as associações.
- Ampliação do programa luz para todos.
- Aprovação da PEC 556. Projeto de lei que visa melhores salários aos soldados da borracha.
- Abertura e reabertura de ramais com qualidade por parte do DERACRE, limpeza de rios e igarapés, varadouros e construção de pontes.
- Saúde pública de qualidade para a população.
- Educação de qualidade e formação técnica para os filhos de produtores rurais.
- Um novo código ambiental que sirva aos nossos trabalhadores e não a interesses internacionais.
- Implantação de telefones públicos para as comunidades rurais de difícil acesso.
- Apoio ao escoamento da produção.
- Implantação de um mercado de comercialização para os nossos produtores e produtoras rurais.
- Implantação de novas urnas eleitoral nas comunidades mais distantes.
- Regularização de posse e emissão de títulos definitivos.

Agência ContilNet

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