Já está no Youtube o documentário ‘Vida Louca’, de pequena duração, criado por acadêmicos de Jornalismo do Campus Floresta, da Universidade Federal do Acre. Uma obra que retrata como nenhuma outra conseguiu fazer até hoje, o drama de pessoas que tiveram ou ainda tem alguma ligação com o tráfico.
O filme surgiu a partir de uma atividade em grupo na UFAC e foi criado por Elias Marçal, Elson Costa, Glória Maria, Janderson Nascimento, Moacir Negreiros e Paulo Amorim. Além da ousadia do tema e do manejo das imagens, o trabalho de convencimento foi fundamental para a qualidade da mensagem. Por isso usuários, familiares e traficantes mostram a cara e mandam seus recados à sociedade.
Logo nos primeiros dois minutos, enquanto prepara um cigarro de merla, com efeito destrutivo ainda maior que o do crack, um dependente químico deixa escapar que alguns policiais de Cruzeiro do Sul também são dependentes de droga e poderiam lhe matar se tivessem seus nomes revelados.
Suelen Nascimento faz um emocionante relato do sofrimento de sua família, que tem quatro de seus irmãos envolvidos com entorpecente. Uma das mulheres presas por tráfico conta que saiu do seringal, na área rural, pra tentar a vida na cidade, mas engravidou logo e, abandonada, passou a vender droga para sustentar o filho.
Um dos traficantes abordados, solto e encapuzado, ao contrário dos conselhos enviados pela maior parte dos personagens mostra uma linguagem de intimidação, diz com indisfarçável orgulho que os ‘noiados’ de Cruzeiro do Sul precisam passar por ele.
Embora ‘Vida Louca’ revele o submundo do crime no segundo maior município do Acre, as entrevistas mostram, na medida certa, o ser-humano que existe em cada rosto marcado pela droga, com seus sonhos e projetos de vida.
Só por esse motivo estão perdoados, seus idealizadores, por emprestarem à obra a música de Geraldo Vandré (Pra não dizer que não falei de flores), o hino sagrado dos movimentos da esquerda no país a partir do final dos anos 60, nas últimas cenas das histórias de fracasso e alienação.
O filme surgiu a partir de uma atividade em grupo na UFAC e foi criado por Elias Marçal, Elson Costa, Glória Maria, Janderson Nascimento, Moacir Negreiros e Paulo Amorim. Além da ousadia do tema e do manejo das imagens, o trabalho de convencimento foi fundamental para a qualidade da mensagem. Por isso usuários, familiares e traficantes mostram a cara e mandam seus recados à sociedade.
Logo nos primeiros dois minutos, enquanto prepara um cigarro de merla, com efeito destrutivo ainda maior que o do crack, um dependente químico deixa escapar que alguns policiais de Cruzeiro do Sul também são dependentes de droga e poderiam lhe matar se tivessem seus nomes revelados.
Suelen Nascimento faz um emocionante relato do sofrimento de sua família, que tem quatro de seus irmãos envolvidos com entorpecente. Uma das mulheres presas por tráfico conta que saiu do seringal, na área rural, pra tentar a vida na cidade, mas engravidou logo e, abandonada, passou a vender droga para sustentar o filho.
Um dos traficantes abordados, solto e encapuzado, ao contrário dos conselhos enviados pela maior parte dos personagens mostra uma linguagem de intimidação, diz com indisfarçável orgulho que os ‘noiados’ de Cruzeiro do Sul precisam passar por ele.
Embora ‘Vida Louca’ revele o submundo do crime no segundo maior município do Acre, as entrevistas mostram, na medida certa, o ser-humano que existe em cada rosto marcado pela droga, com seus sonhos e projetos de vida.
Só por esse motivo estão perdoados, seus idealizadores, por emprestarem à obra a música de Geraldo Vandré (Pra não dizer que não falei de flores), o hino sagrado dos movimentos da esquerda no país a partir do final dos anos 60, nas últimas cenas das histórias de fracasso e alienação.
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