quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A estrada impossível


Sem saber que era impossível, foi lá e fez. A frase, atribuída ao francês Jean Cocteau,
pode ser aplicada em parte à construção da BR-364. Geograficamente desfavorável,
geologicamente improvável, a estrada que liga a capital aos vales do Purus, Tarauacá/
Envira e Juruá é um desafio digno de gigante, um excelente enredo para epopeia. Mas
que pode ser aplicada em parte porque, mesmo sabendo das dificuldades que a tornam
quase impossível, ela ainda assim era necessária para oferecer vida digna e direitos
básicos para milhares de pessoas que moram ao longo da rodovia. Uma briga que
precisava ser comprada.

A primeira dificuldade para a construção da BR-364 é a sua localização. Ela corta
centenas de igarapés, rios e cursos d’água, fato que exigiu uma quantidade de bueiros,
pontes e galerias que não existe em nenhuma outra obra no Brasil. Enquanto a média
na engenharia é de construir um bueiro por quilômetro, foi preciso construir entre três
ou quatro no Acre. O engenheiro Júlio Bezerra Martins, do Deracre, conta que, no
trecho mais crítico, cada bueiro custou em média R$ 300 mil. Um exemplo de como as
especificidades acreanas encareceram a construção. LEIA MAIS

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