O secretário de Direitos Humanos no
Acre, Nilson Mourão, afirmou que o problema enfrentado pelo Governo do Estado
do Acre com a permanência de aproximadamente 1.250 haitianos em Brasiléia,
poderá está com os dias contados.
Após a repercussão na mídia nacional,
finalmente o Acre conseguiu ganhar atenção por parte do Governo Federal. Nilson
Mourão afirmou que o governador Tião Viana apresentou uma lista de prioridades
ao Governo Federal.
“Estamos pedindo R$ 1,5 milhão, ajuda
da Defesa Civil Nacional para montar barracas que deverão abrigar os
refugiados, reforço para envio de alimentos e a chegada de uma equipe que
deverá triplicar o número de atendimentos. Nossa meta será alcançar a média de
70 atendimentos por dia”, destaca o secretário.
As medidas emergências visam solucionar
o problema e conter a entrada de novos refugiados.
“Somente por Brasiléia passaram mais de
2.500 refugiados, conseguimos patrocinar a ida de mais da metade deste pessoal
para outros Estados. Hoje, outros 260 já estão aptos, a seguir viagem, mas
acabam permanecendo por não terem recursos próprios para custear sua partida.
Com a ajuda do Governo Federal, iremos proporcionar sua saída para outros
Estados”, explica Nilson Mourão.
Segundo o secretário, o governador
permanece em constante negociações com a Casa Civil. “Acreditamos que boa parte
das reivindicações serão atendidas em breve. Estamos fazendo o que podemos, mas
cabe ao Governo Federal apontar soluções de longo prazo”, explica Nilson
Mourão.
Outro ponto destacado pelo secretário
de Direitos Humanos, diz respeito ao trabalho desenvolvido pela Polícia
Federal, responsável pela documentação e legalização dos refugiados no Brasil.
“A superlotação de haitianos ocorre devido a demora no processo de legalização do passaporte dos haitianos, sem isso, não é possível seguirem viagem para outros destinos. O problema é agravado também pela falta de pessoal para atender a demanda”, esclarece Nilson Mourão.
Segundo o secretário, a expedição da
documentação dos imigrantes leva em média 30 dias para liberação, mas a demora
é necessária, já que a Polícia Federal do Acre precisa obedecer às exigências
internacionais estabelecidas entre as Polícias do Brasil e do Haiti.
A crescente chegada de refugiados aliada
a falta de pessoal para oferecer atendimento especializado contribui para a
permanência dos haitianos nas cidades do interior, em especial em Brasiléia.
“Estamos vivendo um verdadeiro caos humanitário, sem a ajuda do Governo Federal
não teremos condições de atender essa demanda”, explica Mourão.
Fonte: Agencia Contilnet

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