terça-feira, 6 de setembro de 2011

JESUS CRISTO

Da luxúria surgiu o Cristo de ouro
Cristos brilhantes são os de bronze
Às vezes a luz a dor transparece
Disfarçado não enobrece este mistério mundo

O Cristo de prata e marfim
Nas injúrias, sereno e tranqüilo
Face ensangüentada onde o poder domina
O desejo carnal que revolta e alucina

O Cristo de madeira e pedra,
Que o pecado a humanidade encerra
Lembrando o Cristo de madeira e barro
Comercializado com menos valia e preço

Se pequei Senhor quero ser perdoado
Narrei os Cristos diversos do pecado
Se por esta culpa eu vos ter ofendido,
Só virtualizo Jesus Cristo no infinito

E este mesmo Jesus Cristo que na cruz se encontrou,
Com o cálice da agonia o homem crucificou,
Olhar plácido e sereno,
Com a dor que dilacera sem doer
Perdoou seus filhos com amor.

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