quarta-feira, 5 de junho de 2013

No Juruá, moradores acordam assustados com terremoto de 5,2 graus

Município de Cruzeiro do Sul, capital do Juruá/Foto: Ilustração

 Moradores da cidade de Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, acordaram assustados com um tremor de terra na madrugada desta quarta-feira (5), por volta das 5:15 horas.

De acordo com site Painel Global, o tremor foi 5,2 graus de magnitude,classificado como moderado, e ocorreu a 154 km de profundidade, equivalendo à explosão de 945 toneladas de TNT.

Neste momento, o radialista da rádio Juruá FM, Vagner Costa, estava apresentando o programa “Eu daqui, Você daí".

O epicentro do terremoto novamente foi a “cidade-irmã” Pucallpa, no Estado de Ucayalli, no Peru, localizada a cerca de 250 km de Cruzeiro do Sul.

Pela proximidade com os Andes, a cidade peruana registra tremores de  terra com maior freqüência, o que se reflete em Cruzeiro do Sul.

Em agosto de 2012, um tremor de 6,1 graus deixou a cidade de Pucallpa sem energia elétrica por algumas horas.

Com informações do Juruá On Line

OLHAR TARAUACAENSE




Foto: Jardy Lopes

XINÃ BENA - O NASCIMENTO


GRUPO DE TEATRO HIWE XINÃ BENI BIRÃTI

Formado em fevereiro de 2013, na Aldeia Pinuya, a partir do interesse do Pajé Kupy Afonso Huni Kuĩ em passar adiante o conhecimento que adquiriu com seus pais, com seu povo e com a floresta. O Grupo tem como sua principal fonte de estudo as histórias, os cantos, danças, desenhos, os costumes, os trabalhos e toda cultura material e imaterial que pertence a essa comunidade. 

O povo indígena Kaxinawá, que se autodenomina Huni Kuĩ (gente verdadeira), vive distribuído em diversas regiões do Estado do Acre e no Peru. Atualmente no Acre os Huni Kuĩ se encontram distribuídos em 12 (doze) Terras Indígenas, com 87 aldeias, localizadas nos Vales do Purus e Juruá, com uma população de aproximadamente 10 mil Huni Kuĩ o que os torna o povo indígena mais populoso do Estado do Acre. A cultura é riquíssima e bastante preservada até hoje, através da língua Hãtxa Kuĩ (língua verdadeira) e das inúmeras cantigas e histórias de nosso povo, além da tecelagem, miçangas, cerâmica, etc.

A Terra Indígena colônia 27 começou a ser formada no ano de 1972, com a chegada de três famílias Huni Kuĩ que vieram de outras regiões do Estado em busca de melhores condições de vida. Após muitos anos de luta para o reconhecimento da Terra, em 30 de outubro de 1991, a Terra Indígena colônia 27 foi demarcada e homologada com 105 hectares de extensão. No ano de 2002, mais 200 hectares foram comprados pelo Excelentíssimo Governador do Estado do Acre e acrescidos ao território com medida mitigadora, através do Plano de Mitigação da BR 364. Atualmente, esta é a menor Terra Indígena do Estado do Acre e da Amazônia Legal, com apenas 305 hectares de extensão, localizada a 8 (oito) quilômetros e 100 (cem) metros da sede do município de Tarauacá, na área de impacto direto da BR 364, no trecho que liga Tarauacá ao Município de Rodrigues Alves  e Cruzeiro do Sul.



O Pajé Kupy Afonso Huni Kuĩ, hoje com 74 anos de idade, nasceu no tempo das correrias, onde os indígenas eram mortos por esporte, outros tantos eram pegos e marcados a ferro quente com o nome de quem os “amansou”, como foi o caso de seu pai que teve que trabalhar nos seringais. Mesmo impedidos de falar na sua língua e praticar sua cultura abertamente, os conhecimentos foram passados de pai pra filho e, esse patrimônio, o Pajé considera que pertence a todos Huni Kuĩ e que portanto não pode ficar guardando pra si. Kupy Afonso é um verdadeiro Pajé, reconhecido por todo o povo Huni Kuĩ, sendo considerado um dos poucos que nasceram com preparo para lidar com esse conhecimento e um dos últimos que tem autoridade para utilizá-lo, através das medicinas, das músicas, das histórias.

Para dar início ao grupo foi escolhida a história YUBE NAWA BUSHKA ou O SURGIMENTO DA LUA. Muitos hoje em dia olham para o céu à noite, no período da lua cheia e pensam ver São Jorge em seu cavalo, mas na verdade aquela mancha que vemos na lua é a marca da mão de uma mulher no rosto de seu irmão ao tentar descobrir quem era o homem que se deitava com ela todas as noites enquanto dormia. Esta história mantém a relação da lua com os ciclos da mulher, marcando o surgimento da menstruação.

O nome do Grupo, Hiwe Xinã Beni Birãti, que pode ser traduzido como “levantar o pensamento”, foi dado pelo Pajé pois acredita que esse grupo ao pesquisar a cultura e apresentar irá fazer o pensamento caminhar, mantendo vivo o seu conhecimento e a cultura do seu povo.

Para trazer a cultura tradicional para uma nova linguagem sem perdermos o fundamento, neste espetáculo optamos por trabalhar de forma mista com a contação de histórias feita pelo Pajé e sua esposa como antigamente, com vídeo mostrando imagens da aldeia e da floresta e com teatro, trazendo no corpo, no canto e na fala a força do povo Huni Kuĩ.

O Grupo apresenta sua história em Hãtxa Kuĩ, sua fala verdadeira, sendo a tradução para o português legendada no telão, exercendo o direito de falar na sua própria língua após muitos anos de proibição e posterior discriminação que ainda encontramos em muitos locais até hoje.

Como diz Kupy Afonso, estamos buscando o conhecimento na raiz e levando às folhas, esperando que talvez em breve, por esse mundo à fora, quando olharem a lua à noite, as pessoas lembrem da história de Yube Nawa Bushka, o homem que ousou mexer com a própria irmã.
FICHA TÉCNICA

Espetáculo de Teatro de Rua para ser apresentado à noite
Duração: 40min
Espaço: área de 6m x 6m aproximadamente

Direção Geral do Grupo: Kupy Afonso Huni Kuĩ
Direção da Pesquisa: Ibã Terri Martins
Direção de Cena e Produção: Anelise Garcia
Assistência de Produção: Andreliana Coelho
Texto: o Grupo
Caracterização: o Grupo
Técnica: Ibã Terri Martins
Contra-regragem: Skãti
Assessoria de tradução: Mana Manuel Gomes
Apoio: Same Amanda Martins
Atuação
·                  Huni Ewa: Kupy Afonso Huni Kuĩ 
·                  Aĩbu Ewa: Same Katarina Martins 
·                  Yube: Ibã José Manduca da Silva 
·                  Irmã: Ayani Francisca da Silva
·                  Cunhado mais novo: Bina Pedro da Silva
·                   Bãkunawa 1: Yube José Celeste
·                   Bãkunawa 2: Ibã Edes Martins

Caminhoneiro é preso com mais de 35 kg de maconha no Acre

Apreensão Maconha Acre (Foto: Reprodução TV Acre)

Um caminhoneiro foi preso pela Polícia Civil com mais de 35 kg de maconha na tarde da última segunda-feira (3). A prisão ocorreu quando o suspeito foi abordado no posto fiscal Tucandeira, na BR-364, próximo ao município de Acrelândia (AC).

Segundo o delegado de Repressão à Entorpecentes (DRE), Pedro Paulo Buzolin, a polícia chegou ao suspeito após receber uma denúncia anônima. “Já havia uma barreira montada no Posto Tucandeira. Ele estava vindo para Rio Branco de São Paulo e a droga provavelmente foi embarcada no Mato Grosso do Sul”, explica.

Além da droga, os policiais encontraram também cinco celulares, cheques e R$ 2016 mil no caminhão. O delegado conta que o suspeito já confessou que fazia o transporte da droga e que ela seria entregue em Rio Branco, mas não informou onde seria feita a entrega.

Até o início da tarde desta terça-feira (4) o caminhoneiro, que é acreano, ainda não havia sido encaminhado ao presídio.

Yuri MarcelDo G1 AC

Acre: Começa a formação dos novos policiais militares e bombeiros

Giovana Freitas Dutra é filha de bombeiro e sempre quis seguir a carreira militar. Ela e o irmão passaram no concurso e assistiram ao lado do pai, a aula inaugural do curso de formação para 250 bombeiros e 240 policiais militares. A aula foi dada na manhã desta terça-feira, 4, no auditório da Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO), com palestra do juiz de Direito da 2ª Vara Civil, Clovis Souza.
Os novos integrantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros terão aulas práticas e teóricas (Foto: Sérgio Vale/Secom)
Os novos integrantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros terão aulas práticas e teóricas (Foto: Sérgio Vale/Secom)

“Hoje vocês começam a fazer parte de uma família que é a segurança pública, pela qual o governador Tião Viana tem grande respeito e admiração. Sejam bem vindos e temos certeza que vocês farão o melhor, se empenharão para cumprir com excelência a função que vão exercer”, disse o vice-governador César Messias.

Os novos integrantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros terão aulas práticas e teóricas com conteúdos que abordam desde cidadania a técnicas policiais. Após cerca de dois meses de formação os alunos passam a acompanhar os plantões militares, sempre supervisionados por oficiais. “Vocês hoje estão ingressando numa família que é uma família grande e como tal deve marchar sempre unida. E vocês não estão abraçando uma profissão qualquer, é um sacerdócio na verdade. Mas é apaixonante, apesar do risco”, disse o comandante da PM, coronel José Reis Anastácio.
O secretário de Segurança, Ildo Renir Graebner, informou que o ingresso dos novos soldados dará um bom reforço ao time da segurança pública (Foto: Sérgio Vale/Secom)
O secretário de Segurança, Ildo Renir Graebner, informou que o ingresso dos novos soldados dará um bom reforço ao time da segurança pública (Foto: Sérgio Vale/Secom)

Para o coronel Flávio Pires, comandante do Corpo de Bombeiros, o dia de hoje é histórico para corporação. Em dezembro de 1991, quando houve o desmembramento da Polícia Militar, o efetivo dos bombeiros era de aproximadamente 350 homens. “Hoje temos 318. A entrada destes 250 homens significa a retomada do crescimento da corporação e o nosso fortalecimento. Quero agradecer a Deus e a governador Tião Viana, que sempre teve um olhar atento para as nossas necessidades. Tenho certeza que a participação de cada um vocês que ingressam hoje fará toda a diferença na nossa sociedade”, comentou.

O secretário de Segurança, Ildo Renir Graebner, informou que o ingresso dos novos soldados dará um bom reforço ao time da segurança pública, permitindo inclusive a ampliação dos quartéis no interior do estado.

Agencia de Notícia do Acre

Acre deve ter uma das piores estiagens de toda sua história

acre

O decreto de situação de emergência para as cidades que ficam no Alto e Baixo Acre, abastecidas pelo rio Acre, deve demorar até 10 dias para ser analisado pela Defesa Civil Nacional. Só depois deste prazo, e se aceito o decreto, é que o Estado passar a receber recursos que vão ajudar em medidas preventivas que vão evitar, principalmente o colapso de abastecimento de água.

A Defesa Civil do Estado está preocupada com a previsão de estiagem para este ano. Para entender a preocupação, basta comparar os números. Em 2005, ano da maior estiagem já registrada no Estado, o rio Acre mediu 7,85 metros nos meses de abril e maio. Este ano, no mesmo período, está 83 centímetros mais baixo.

A previsão é de um ano atípico, no qual o rio Acre possa trazer sérios problemas de abastecimento as cidades que estão as suas margens. Nos últimos dias, foram anotados índices que nunca foram registrados em 42 anos. Nesta terça-feira, 4, o rio Acre amanheceu com 3,15 m, com a tendência é ficar ainda mais baixo.
Segundo coordenador da Defesa Civil do Estado, Major Gondim, em 2005 o estado chegou a decretar calamidade pública. Na época, além da falta de chuvas, houve uma intensificação de queimadas, e esse ano as coisas podem ser bem parecidas ou piores.

“A situação de emergência, coloca todos os setores do Estado em alerta, principalmente o Depasa, que é o responsável pelo abastecimento de água nos municípios.

Adaílson Oliveira, Da TV Gazeta

Inscrições para o concurso do Banco da Amazônia terminam no próximo dia 17


As inscrições para o Banco da Amazônia terminam no próximo dia 17. As inscrições devem ser feitas na página da Fundação Cesgranrio (www.cesgranrio.org.br). Para participar será necessário pagar uma taxa no valor de R$ 45.

O concurso é destinado à formação de cadastro de reserva no cargo de Técnico Bancário. Os aprovados, se nomeados, serão contratados sob o regime celetista.
As futuras vagas serão distribuídas em cinco polos: Amazonas e Roraima, Pará e Amapá, Acre e Rondônia, Tocantins e Maranhão, além de Mato Grosso, Brasília e São Paulo - Capital.
Para ocupar uma vaga no cargo de Técnico Bancário, o candidato deverá possuir nível médio completo. O vencimento mensal será de R$ 1.520, acrescido de auxílio-alimentação no valor de R$ 840,04, auxílio-creche, além de assistência médica, possibilidade de exercício de função gratificada, entre outras vantagens. Os contratados irão cumprir carga horária de 30 horas semanais.
O certame será compreendido de uma única fase, composta por provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, versando sobre conhecimentos básicos e específicos. De acordo com o cronograma disposto no edital, é provável que as provas sejam aplicadas em 14 de julho de 2013.
As provas objetivas e a perícia médica dos candidatos que se declararem pessoas com deficiência serão realizadas nas seguintes cidades: Belém/PA, Boa Vista/RR, Brasília/DF, Cuiabá/MT, Macapá/AP, Manaus/AM, Palmas/TO, Porto Velho/RO, Rio Branco/AC, Santarém/PA, São Luís/MA e São Paulo/SP. O resultado final do concurso público será divulgado no Diário Oficial da União e na página da Cesgranrio.
O certame terá validade de um ano, podendo ser prorrogado, a critério do Banco da Amazônia, uma única vez, por igual período, contado a partir da data de homologação do resultado final deste certame.
Do Site Agazeta.Net

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 22 milhões nesta quarta-feira


A Caixa Econômica Federal sorteia nesta quarta-feira o prêmio de R$ 22 milhões da Mega-Sena. O sorteio será realizado às 20h25, em Monte Sião, Minas Gerais. O concurso desta quarta-feira, o de número 1.500, terá um adicional de 22% do total destinado aos prêmios dos últimos cinco concursos, por ter final 0.

Caso apenas um ganhador leve o prêmio e decida aplicar todo o valor na poupança, receberá mais de R$ 90 mil em rendimentos por mês. Com o dinheiro também é possível comprar uma frota de 183 carros de luxo, ou ainda 44 casas de R$ 500 mil cada.
 As apostas podem ser feitas até 19h, no horário de Brasília, em qualquer lotérica do País.

Inquérito da Operação G-7 deve ser analisado em cinco dias pelo MPE/AC

Provas

Quase uma semana depois de entregar o relatório final sobre a ‘Operação G-7’ à diretoria Judiciária do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJ/AC), a Polícia Federal apresentou, no fim da tarde da segunda-feira (3), o inquérito elaborado sobre a operação ao Ministério Público do Estado (MPE/AC). De acordo com o MPE, serão considerados cinco dias para análise de toda a documentação e material informativo recolhido durante o período de investigação, que perdurou por quase dois anos.

São 1.561 páginas preparadas em sete volumes mais 12 apensos e 34 caixas de material apreendido durante a operação. Ao todo, 29 pessoas foram indiciadas, suspeitas pela prática de crimes como formação de cartel, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, fraude à licitação e desvio de verbas públicas, além de formação de quadrilha.

Segundo o MPE, o material não foi encaminhado na íntegra àquela instituição, por isso, foi requerido à desembargadora-relatora do inquérito no TJ/AC o envio dos documentos e outros conteúdos apreendidos, incluindo os documentos do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa).

A atribuição de apreciar o inquérito foi delegada pela procuradora-geral de Justiça, Patrícia Rêgo, ao coordenador de Defesa do Patrimônio Público, procurador de Justiça Flávio Augusto Siqueira, que será apoiado pelo Núcleo de Apoio Técnico (NAT) e por um grupo composto por integrantes do MPE.

O promotor titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Fiscalização das Fundações e Entidades de Interesse Social e membro do Grupo de Atuação no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor Adenilson de Souza, também receberá uma cópia do inquérito, segundo o MPE/AC.

A intenção do órgão é que sejam adotadas as providências cabíveis ‘quanto à eventual instauração de inquérito civil, com vistas à apuração de possíveis atos ilícitos civis e de improbidade administrativa dos agentes públicos e particulares envolvidos’.

Duaine Rodrigues
Do G1 AC

terça-feira, 4 de junho de 2013

Ex-vereadora acusada de matar o marido vai a Júri Popular em Feijó

Marleidy Dourado é acusada de participação na morte do marido

Em Feijó, a ex-vereadora Marleidy Dourado saberá ainda nesta semana,através do juiz da comarca do município, a data em que irá enfrentar o Júri Popular pela acusação de ter mandado assassinar o próprio marido.

A notícia sobre o caso provoca repercussão não somente junto à população local como a todo o Estado, que aguarda o desfecho final.

A ex-vereadora é suspeita de ter arquitetado o plano que tirou a vida de seu esposo, há três anos, na BR 364, em um trecho entre as cidades de Feijó e Tarauacá.

Nílson morreu ao cair com uma moto modelo Biz em uma ribanceira. Segundo a polícia, a ex-vereadora, juntamente com um suposto amante, forjaram o acidente. 

O veredicto final deverá ser anunciado no final do mês ou, mais tardar, no início de julho deste ano.



Por melhoria salarial e condições de trabalho, defensores vão 'cruzar os braços'


A Associação dos Defensores Públicos do Acre anunciou na manhã desta segunda-feira, 3, uma operação que vai paralisar o atendimento ao público do dia 10 a 15 de junho.

Para quem precisa dos serviços, isso significa problema ao dobro. Desde a semana passada, a Defensoria Pública parou os atendimentos na sede do órgão para uma reforma no prédio. Um cartaz na entrada do prédio indica o retorno dos trabalhos no próximo dia nove. No dia seguinte, os defensores cruzam os braços. A associação avisou que atendimento nesse período só em casos essenciais e inadiáveis.

Os defensores estarão em seus gabinetes, mas, só vão atuar em casos de: réu preso; audiências com menores internados; medidas cautelas; habeas corpus e relaxamento de prisão.

O presidente da associação dos defensores Celso Rodrigues disse que não aceita mais o silêncio do governo quanto às reivindicações feitas no início deste ano. Os defensores alegam que o salário de um defensor no Acre é o segundo pior do Brasil. Em Rondônia, paga-se o dobro, cerca de R$ 18 mil. Os defensores pedem, ainda, mais estrutura para trabalhar.

O defensor público geral Dion Nóbrega Leal disse que vai tentar buscar meios jurídicos para evitar a paralisação dos defensores. Segundo o Dion, as negociações com o Estado nunca pararam e estranhou o movimento.

Adaílson Oliveira, Da TV Gazeta